Os
Kuji Kiri são símbolos realizados com as mãos de
teor e expressões energéticas, particular de cada escola
de Ninjutsu, mas exclusivo no seu universo e representação.
Sua pratica seria uma herança do seu surgimento deixada pelos
antigos seguidores do Budismo Shingon de Kobo Daishi. Ao total são
nove, porém as suas traduções e aplicações
podem sofrer modificações de acordo com a descendência
ou linhagem pertinente ao Ninpo.
A prática
constante do Kuji Kiri sob forma de meditação eleva o
espírito e a mente do praticante para um campo superior de compreensão,
além de proporcionar: autocontrole, discernimento, equilíbrio
físico e emocional, segurança, coordenação
e eliminação do medo. - Inclusive o da própria
morte. O Ninja em estado meditativo aprende a se conhecer interiormente.
Compreende suas fraquezas e limitações, as superando gradativamente
dentro de si. Elimina o estresse e a fadiga, provocados pelo dia á
dia. Renova o espírito e esvazia a mente a deixando-a mais lúcida
e saudável.
Em algumas ocasiões,
a prática do kuji kiri é feita em conjunto com a queima
de incenso e recitações sob forma de Mantra (Hindu). Dessa
forma é possível a ativação do “KI”
de acordo com o grau de concentração e desprendimento,
físico e espiritual do aluno
Os nove cortes.
Rin:
Força
da mente e do corpo.
Concentrar-se
unicamente no seu propósito, livrar a mente e o espírito
de toda carga negativa, afastando o medo, a fadiga e a dor. Respire
com calma, relaxe e deixe fluir toda a energia do seu corpo. Imagine
que está coberto por uma áurea, feche os olhos,
sinta sua respiração e ouça os seus batimentos
cardíacos. |
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Kyu
/ Pyo: Direcionamento de
energia (Ki).
Direcionar
toda força e energia necessária para um único
objetivo. Em combate, investir em ataques maciços
e ferozes contra o inimigo, a fim de liquidar e esmagar suas forças,
sem oferecer possibilidade de reação. |
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Toh:
Harmonia com o universo.
Buscar
harmonia, paz e tranqüilidade; mesmo em situações
problemáticas ou de forte pressão. Procurar
se adequar ao ambiente e desfrutar de tudo ao seu redor, tirando
proveito da natureza e áreas de ocupação
inimiga. |
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Sha:
Saúde
do “EU” e dos outros.
Liberar
energias positivas contra manifestações adversas
seja corporal ou espiritual. Através do “Sha”
é possível controlar a dor, o medo, descontrole
emocional e suavizar ferimentos. |
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Kai:
Premonição do perigo.
Manter
o seu estado de espírito em perfeita harmonia com a natureza,
elevar seu sentidos e intuições, colocando-se aberto
a alterações de energia externa. Dessa
forma, se o praticante estiver concentrado é possível
pressentir a aproximação inimiga, podendo se antecipar
ou investir na batalha. Todos os seres possuem energia interna.
Em algumas pessoas, essa energia denominada “KI” é mais
aflorada ou evoluída, em outras, é pouco aprimorada
ou não foi devidamente trabalhada. |
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Jin:
Conhecer o pensamento dos outros.
Esvaziar
a mente de todo desejo e pensamento negativo. Procurar em meditação
a aproximação inimiga, imaginar suas reações,
colocando-se no seu lugar! Enxergar seus olhos e concentrar-se
em sua mente, sentindo o seu grau de espiritualidade.
Observar seus movimentos e estudar com cautela atitudes anteriores.
Avaliar sua técnica, comportamento e estilo de vida, tirando
proveito de suas fraquezas e ações. |
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Retsu:
Domínio sobre tempo e espaço.
Este
kuji kiri, geralmente é utilizado quando o Ninja se prepara
para executar algum tipo de missão, onde o mesmo necessita
de maior adaptação, cautela e agilidade em seus
movimentos, podendo ser utilizado em locais desconhecidos, como:
Áreas de tráfego de sentinela, Labirintos, Ambientes
escuros e Mata fechada. |
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Zai:
Controle sobre os cinco elementos da natureza.
Utilizar-se
de sabedoria e experiência, usufruindo de recursos naturais
contra o inimigo, deixando-o vulnerável e abalado emocionalmente.
Utilizar a união dos cinco elementos naturais
em benefício próprio, buscando aproximação,
equilíbrio e entendimento com a natureza (Terra, Fogo,
Água, Ar e Madeira). |
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Zen:
Iluminação (Satori).
Buscar
harmonia, contemplando tudo o que á sua volta! Enxergar
a beleza e a simplicidade das coisas;. Valorizar o espírito
e entender a impermanência da vida; Conhecer á si
próprio - Seus fundamentos e princípios. Descobrir
que viver intensivamente e amar o perfeito e o imperfeito, aceitando
suas diferenças e limitações. Compreender
que não existe orgulho na vitória e nem fraqueza
na derrota! Pois o que se vive, é apenas um caminho - Traduzido
em múltiplos aprendizados. |
Tudo o que existe é
expressão do vazio! Começo, meio e fim. Apenas vazio...
Sidhartha
Gautama - Buda Shakyamuni.
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